Mandalaterapia, o que é trabalhado?

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 Mandalas não são apenas círculos bonitos e coloridos que servem para decorar o ambiente. O círculo sagrado - seu significado em sânscrito - também é aproveitado em terapias com objetivo de desbloquear emoções e sentimentos ou ainda ativar e atrair energias positivas.

  

C. G. Jung assim se expressa sobre a mandala: “A palavra sânscrita mandala significa “círculo” no sentido habitual da palavra. No âmbito dos costumes religiosos e da Psicologia, designa imagens circulares que são desenhadas, pintadas, configuradas plasticamente, ou danças.

Pessoas utilizam as mandalas de diversas formas, utilizam para a meditação ou para a contemplação. Outras, as utilizam para fins terapêuticos e de bem-estar. Algumas pessoas colorem e pintam mandalas para poderem se acalmarem ou apenas para sentirem se focadas ou sentirem se melhores em relação ao seu estado.

Quando utilizado formas ativas como desenhar, pintar e colorir uma mandala com a intenção de "trabalhar" problemas pessoais, psicológicos ou espirituais permite que o corpo e a alma entrem em equilíbrio com as necessidades mais profundas e as intenções mais nobres do indivíduo de forma homogênea.

Chevalier e Gheerbrant explicitam que a mandala é, concomitantemente, a imagem e o motor da ascensão espiritual, que procede de uma interiorização cada vez mais elevada da vida. É ainda através de uma concentração progressiva do múltiplo no uno que o eu pode ser integrado no todo e o todo reintegrado no eu. C. G. Jung recorre à imagem da mandala para designar uma representação simbólica da psique, cuja essência nos é desconhecida. Observou que essas imagens são utilizadas para consolidar o mundo interior e para favorecer a meditação em profundidade.

Entre as representações do Self, quase sempre encontramos a imagem dos quatro cantos do Mundo, com um centro de um círculo dividido em quatro. Jung usou a palavra hindu mandala (círculo mágico) para designar esse tipo de estrutura, que pode ser compreendida como uma representação simbólica do átomo nuclear da pisque humana.

Do ponto de vista psicológico, a mandala se definiria como a estrutura de um determinado comportamento da consciência coletiva do homem. Este se manifestaria claramente quando nossa consciência individual permanece em um estado de semi-vigília: são mandalas, por exemplo, esses desenhos abstratos que realizamos inconscientemente, numa folha de papel, mesmo quando estamos distraídos, por exemplo, assistindo a uma aula, reunião ou conferência desinteressante, ou simplesmente atendendo um telefonema e em outras situações. Estes desenhos, de uma ou de outra maneira, intentam compensar nossa dispersão mental e ordenar nesse preciso momento nossa existência. Ao analisar estes desenhos, realmente comprovaremos que a maioria estão traçados a partir de figuras geométricas simples, geralmente, um círculo, um quadrado, uma espiral e outras.

Psicologicamente, podemos ver na mandala a expressão da psique no sentido de que o que está “dentro” é o inconsciente e o que está “fora” é o consciente.

O centro de uma mandala representa a essência, o Eu Superior e a fonte de toda a criação.

O papel do terapeuta é analisar o estado do paciente conforme o que ele desenha dentro do círculo. "Isso estabelece uma conexão com lembranças ou idéias. Traz seu inconsciente e seu consciente e o inconsciente coletivo, é o encontro com as cores, a expressão dos números, formas e símbolos mágicos e sagrados que levam ao natural encontro com ele mesmo, com a finalidade da saúde psíquica e qualidade de vida.

O contato com esse trabalho e sentido é que favorecem a saúde psíquica como um todo, pois, a harmonização da consciência com os verdadeiros objetivos a que ela precisa operar, é que a tornam digna de ser usada saudavelmente em prol da evolução do ser em equilíbrio para sí e para a sociedade onde convive.

Vamos trabalhar com mandalas? 

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